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11/10/2010

CANDIDATOS COMENTAM ANÁLISE DE BOECHAT

Em A Voz da Cidade:

Albertassi e Zoinho opinam sobre eleições

Candidatos eleitos falam sobre pleito e citam enfraquecimento e desgaste da imagem de Neto

Diante do debate sobre as eleições, a diminuição de representatividade da região na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e na Câmara Federal e da avaliação feita esta semana pelo consultor político Sérgio Boechat, os candidatos eleitos Jorge de Oliveira, o Zoinho (PR), para a câmara, e Edson Albertassi (PMDB), reeleito para a Alerj, responderam a alguns questionamentos citados no A VOZ DA CIDADE baseados na avaliação feita esta semana pelo consultor político.




Zoinho destacou o fato de ter sido eleito, sem a ajuda dos votos do também eleito Anthony Garotinho, do PR, e cita que devem existir aqueles que podem estar inconformados com seu crescimento político. “A eleição conquistada sem o somatório dos votos do deputado Garotinho fortalece em primeiro lugar o nosso partido, provando sua potencialidade nas urnas. Eu não acredito que o fato me fortaleça, mas me deixa à vontade para reconhecer uma eleição legítima e independente”, explica, acrescentando que não acredita na hipótese de muitas pessoas duvidarem de sua candidatura. “Em qualquer processo eleitoral existe os que torcem a favor e os que torcem contra. Faz parte do jogo político. Acredito no inconformismo de alguns com o nosso crescimento”, diz.

Sobre o fato analisado por Boechat dos candidatos apoiados pelo prefeito de Volta Redonda, Antônio Francisco Neto (PMDB), não terem conseguido se eleger, pode significar de fato um enfraquecimento. “O prefeito realmente se envolveu no pleito defendendo os seus candidatos, aqueles que parte fazem do grupo que dá sustentação ao seu governo. O insucesso nas urnas deve ser analisado por uma série de fatores, e não isoladamente, debitando ao prefeito a derrota. É evidente que os fatores demonstram um enfraquecimento político de Neto”, aponta, frisando que a conduta do eleitor não pode ser contestada nem criticada, pois ele é o termômetro do pleito.

PREFEITURA
Perguntado sobre a possibilidade de em 2012 concorrer como candidato a prefeito da Cidade do Aço, Zoinho enfatiza que está muito cedo para pensar nesta possibilidade. “Estou saindo de uma eleição dura, difícil e que exigiu muito de todos. É evidente que se meu partido entender que deva lançar candidatura própria e meu nome for homologado, não haverá como não concorrer. No momento estou vivendo a conquista de uma cadeira de deputado federal”, comenta, negando que haja um movimento de oposição sistemática ao governo do Neto. “Nem agora nem acredito que haverá também nas eleições. Haverá sim uma candidatura forte para o governo municipal, mas sem nenhuma preocupação com este ou aquele político. A comunidade terá, com certeza, a oportunidade de manifestar seu sentimento nas urnas”, analisa.

AVALIAÇÃO DOS VOTOS NA REGIÃO
Seus 44.355 votos recebidos, segundo ele, foram frutos de um trabalho de anos e da confiança do eleitor. “Mas, principalmente, é resposta ao trabalho que prestamos à comunidade, independente de qualquer interesse político. Atribuo a votação recebida em Volta Redonda (37.995, o que equivale a 25,83% dos votos) e na região como uma legítima manifestação da população que deseja uma renovação no quadro político”, enaltece.

ALBERTASSI
O candidato a deputado estadual mais votado do Sul Fluminense, com 83.254, Edson Albertassi (PMDB), fez uma avaliação sobre as eleições 2010 e respondeu a alguns questionamentos divulgados no A VOZ DA CIDADE baseado na avaliação feita esta semana pelo consultor político Sérgio Boechat.

Em sua visão, este ano, nomes importantes ficaram de fora da Alerj e da Câmara Federal, e a diminuição no número de cadeiras de representantes da região é ruim para o Sul Fluminense. “A região teve um número muito grande de candidatos, além dos que vieram de fora, uma quantidade maior do que a região comporta. Com isso acabou havendo um esvaziamento e nossa região perdeu representatividade. Isso é muito ruim. Percebo que as estratégias usadas não foram as mais adequadas. Precisamos agora repensar a nossa forma de fazer política e como reconquistar espaço”, destaca.

Para Albertassi, a explicação para que nomes apoiados por Neto tenham ficado de fora pode ser atribuído pela divisão de votos aos candidatos apoiados pelo prefeito. “Neto distribuiu o seu apoio para diversos candidatos da base do governo, dividindo de tal forma os votos que não foi possível eleger ninguém. O eleitor ficou dividido, com muitas opções. Não foi uma estratégia adequada. Infelizmente, com esse resultado, a grande perdedora foi a nossa região, que perde representatividade”, fala, citando nomes que lamenta terem ficado de fora. “Fico triste por outros candidatos, como o Nelson Gonçalves, que tem nome, tem trabalho para ter sido eleito; o Gotardo Neto, que seria uma renovação interessante para a Alerj; o Roosevelt Brasil, que fez um bom governo em Barra Mansa, mas vou trabalhar para tentar suprir toda ausência dos colegas”, cita.

Além disso, o fato dos candidatos da base governista não terem recebido votos suficientes para a eleição, pode ser uma comprovação de que a imagem de Neto está desgastada. “Em política existe um ditado que diz que o mandato desgasta a imagem de um político. Mas se o mandato não for bem direcionado, bem trabalhado, pode sim desgastar a imagem. Nessas eleições vimos muitos nomes conhecidos amargarem uma votação pequena. Acredito que essa pode ser a situação do prefeito Neto. No terceiro mandato à frente da prefeitura de Volta Redonda, sua imagem começa a ficar desgastada. Podemos interpretar a baixa votação dos candidatos apoiados por ele como uma amostra disso”, opina, salientando, porém, que isso não é uma regra. “Sou prova disso. Fui eleito para o quarto mandato de deputado estadual sempre com um aumento no número de votos”, lembra.

PREFEITURA
Diante da boa votação na cidade, 22.941 votos (13,98% dos votos), Albertassi foi perguntado se pensa na possibilidade de disputar a eleição para a prefeitura de Volta Redonda e se sua situação, levando em conta estas eleições, pode lhe favorecer na escolha do candidato do partido. “Eu tenho o sonho de ser prefeito de Volta Redonda. Só agora estou falando amplamente sobre isso. Mas é um sonho a ser desenhado, a ser analisado ainda. Eu deixo meu caminho nas mãos de Deus. Certamente minha votação vai influenciar a disputa pela prefeitura e também pela presidência da Alerj, a qual sou candidato. Mas ainda temos dois anos até a próxima eleição e é prematuro fazer alguma análise agora”, argumenta.

AVALIAÇÃO DOS VOTOS NA REGIÃO
Avaliando seu resultado, o parlamentar cita que o número de votos, principalmente no ambiente competitivo na eleição deste ano, foi muito bom. “Essa campanha foi muito apertada para todo mundo, com muitos candidatos, tanto em Volta Redonda quanto em Barra Mansa. Uma votação dessas dentro de um ambiente muito disputado é muito interessante. E tenho dito que esse é o reconhecimento do trabalho que venho desenvolvendo nesses 12 anos na Alerj”, diz, fazendo referência ao seu trabalho à frente da Comissão de Ética, em que é vice-presidente, da Comissão de Orçamento, que preside há oito anos. “Os projetos aprovados, as conquistas para a região, tudo isso é que pesou. É a credibilidade e a minha história ao longo dos mandatos”, conclui.

Outros candidatos foram procurados para responderem as perguntas, mas até o fechamento desta edição não haviam respondido.