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Cartas de Apoio

Durante o recesso de fim de ano, estaremos publicando aqui no blog, além das atualizações normais da pré campanha, as Cartas de Apoio ao nosso pré candidato Sérgio Boechat.
Envie seu apoio para phs31.voltaredonda@gmail.com

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26/09/2010

O MANIFESTO SOLIDARISTA

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por Pe Fernando Bastos de Ávila, S.J.


O Solidarismo é uma doutrina portadora de uma dinâmica tendente a projetá-lo em um movimento e a encarná-lo em um sistema. Como doutrina, o Solidarismo tem como categorias básicas a pessoa humana e a comunidade humana.

A pessoa, como ser racional, livre, social é portadora de uma vocação a um destino transcendente ao mero processo histórico em que está envolvida e do qual participa como agente consciente. O Solidarismo não é uma doutrina imanentista. Mas não é também uma doutrina “evasionista”. Para ele, a pessoa humana realiza seu destino transcendente, como quer que ele seja concebido, pela sua fidelidade à vocação terrena, pela sua presença no momento histórico. Para ele, a pessoa humana, como ser racional, livre e social é sujeito de deveres e direitos, que decorrem de sua mesma natureza, independentemente de sua condição social, política, econômica, ideológica, étnica ou cultural.

A pessoa humana tem direitos naturais à vida digna, à educação, ao trabalho, à liberdade, à propriedade. O Solidarismo entende estes direitos não como meras outorgas legais, mas como possibilidades concretas. Vale dizer que, segundo o Solidarismo, a pessoa humana tem direito às condições concretas e reais que lhe possibilitem viver dignamente, trazer à plenitude, pela educação, seus talentos diversificados, trabalhar honestamente, afirmar sem coerções seus desejos e opiniões, exercitar sua liberdade de opções, possuir, e, pela propriedade, realizar-se mais plenamente como ser humano.

O Solidarismo sabe que as estruturas sociais vigentes não oferecem possibilidades reais para a realização destes direitos. Por isso, ele é essencialmente um protesto que se traduz num programa de reformas. O Solidarismo não é mero moralismo. É reformismo radical. Radical, porque quer construir a reforma das estruturas a partir da raiz - a partir da consciência. Assim, professa que a pessoa humana, além de direitos naturais, tem também deveres naturais. Deveres morais de consciência que se resumem nos deveres de justiça, de amor, de verdade, de lealdade, de solidariedade. Faltar a estes deveres não é para o Solidarismo apenas uma questão de infração passível de pena ou multa. É uma culpa moral, pela qual todo homem é responsável perante o tribunal incorruptível da consciência. Para um cristão, é um pecado, pelo que é responsável perante Deus.

O reformismo solidarista como sistema se baseia na categoria da Comunidade. A reforma solidarista é uma reforma comunitária. O Solidarismo pretende deferir às comunidades reais, em todos os níveis em que se realizam, a hegemonia do processo histórico. Esta não pode caber nem ao Capital nem ao Estado, órgão de poder de um partido único. Os destinos políticos, conferidos às comunidades nacionais, estaduais e municipais. O Solidarismo é nacionalista, estadualista e municipalista. Os destinos sociais e econômicos, deferidos às comunidades locais, às comunidades de vizinhança, às comunidades de trabalho, às comunidades de grupos. A grande ênfase do Solidarismo sobre a Comunidade se explica. A Comunidade é aquela realidade social da qual a pessoa humana participa na especificidade do seu ser, enquanto ser racional e livre. Como ser racional e livre, o homem pensa e quer. A Comunidade é o lugar natural onde os homens pensam e querem juntos. Projetam e decidem juntos em função do bem comum. Este é concebido precisamente como o conjunto de condições concretas, nas quais e pelas quais cada pessoa humana pode realizar os seus direitos naturais, obedecendo a seus deveres naturais. Da comunidade o homem participa não pelo que tem, mas pelo que é. A comunidade é a grande descoberta e a grande força do Solidarismo. Este é portador da certeza inabalável de que, à medida que as comunidades reais assumirem em suas mãos os seus próprios destinos, através de seus representantes legítima e honestamente escolhidos, haverá de realizar-se numa democracia total, política, econômica e social.

O Solidarismo não se constitui de negações, de anátemas. Sua essência não é ser anticapitalista ou anticomunista. Tem uma consistência própria, uma mensagem própria. Ele é personalista e comunitário. Nesta sua mensagem reside a força de sua dinâmica e esta é capaz de transformá-lo em movimento. Existem múltiplas forças solidaristas em marcha. Muitos movimentos que se encaminham obscuramente para um ideal solidarista. É tarefa do solidarismo, não tanto criar um movimento novo, quanto enfeixar, dar conteúdo e objetivo às forças solidaristas atuantes que se desconhecem.

Deflagrado o movimento solidarista, nada poderá impedi-lo de criar estruturas comunitárias, que permitam a plena realização das pessoas humanas. O trabalho é árduo, mas sua chance histórica é poderosa, é irresistível, porque o Solidarismo é o ideal a que confusa e inconscientemente aspiram todos aqueles que anseiam por um Brasil realmente democrático e cristão.
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O QUE POUCA GENTE SABE

Foto: André Sodré
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por Sérgio Boechat,
Advogado, Coordenador Político do PHS

Há muita coisa que a gente não sabe sobre a Administração Municipal em Volta Redonda, mas de vez em quando a gente descobre um caminho alternativo para conhecer melhor alguns números que são muito importantes para confirmar o que a gente desconfiava. Há, no site do Tribunal de Contas, um link chamado Estudos Sócio Econômicos dos Municípios e eu tive acesso ao de Volta Redonda, relativo a 2008, com números bem interessantes. Vale a pena me acompanhar nessa descoberta para ter a certeza de que em matéria de Governo Volta Redonda está muito mal desde 1997, com agravamento a partir de 2003.

O Tribunal de Contas realiza, periodicamente, um Estudo Sócio Econômico sobre os 92 Municípios do Estado do Rio de Janeiro. Li o último que foi feito sobre Volta Redonda, referente ao ano de 2008 e descobri algumas coisas que pouca gente sabe, mas que é muito importante que todos saibam. Algumas revelações surpreendentes e até algumas coisas absurdas que demonstram, mais uma vez, que a cidade é e sempre foi mal administrada nos últimos 13 anos, agravando a situação a partir de 2003.

A primeira coisa que precisa ser destacada, no documento do TCE, refere-se ao vínculo empregatício dos servidores e funcionários públicos, na Administração Direta e Indireta. Há funcionários estatutários, servidores celetistas e “outros”. “Outros” quer dizer RPA. Aumentou de 300 em 2001 para 716, em 2008 e hoje, ou melhor, em 07 de julho de 2010, já tinha 1.156. Ainda não sabemos quantos existem hoje, dia 26 de setembro. O número de servidores por 1.000 habitantes em 2008 representou um crescimento de 23%, em relação a 1999. A população cresceu 8%, mas o número de servidores cresceu 33%. Hoje a Prefeitura tem 13.871 servidores, incluídos aí todos os que trabalham também com RPA. Um número absurdo.

Na Educação, foi confirmado tudo o que já sabíamos. Em 1998, concluíram o Ensino Fundamental 4.476 alunos, enquanto que em 2007, apenas 2.638 conseguiram chegar ao final deste ciclo. Uma redução de 41%, em 09 anos. No Ensino Médio, em 1998, concluíram o Ensino Médio 3.865 alunos, enquanto em 2007, apenas 2.539 conseguiram esta façanha. Uma redução de 34%. Nota-se, portanto, uma brutal evasão escolar e ninguém fala nada sobre isso! O Governo continua proclamando “excelência” na Educação.

Vamos ver agora a situação na Saúde. Apenas 58,4% da população tem assistência dos Agentes Comunitários da Saúde. Quanto ao Programa Saúde da Família – PSF – 73,5% da população recebe a visita de suas equipes e há apenas 10 equipes implantadas de Saúde Bucal. Em relação aos equipamentos, havia, em toda a rede, em 2008, 12 mamógrafos, 97 Raio X, 09 tomógrafos, 04 aparelhos de ressonância magnética, 53 ultrassom e 87 equipes odontológicas completas. Para um Município que tem quase 300.000 habitantes, mais de 70 bairros e um orçamento de quase 700 milhões de reais, convenhamos que é muito pouco.

Está aí a explicação para tanta demora na marcação de exames. Com o dinheiro que foi gasto no Mergulhão, o Governo teria comprado pelo menos dois Tomógrafos Computadorizados, de última geração e com o dinheiro gasto em RPA, todo mês, cerca de 3 milhões de reais, o Governo compraria outros tantos aparelhos de ressonância magnética e outros equipamento, o que acabaria com as filas dos exames.

Contrastando com esta miséria, em relação a equipamentos, o documento preparado pelo TCE informa que a transferência de recursos da União aumentou, no período entre 2003 e 2008, 505%; os repasses do Governo do Estado aumentaram 43%; o ICMS aumentou 32% e o FUNDEB aumentou 63%. E não é só isso não: A receita tributária da Prefeitura, no mesmo período, aumentou 91% em relação ao ISS; 128%, em relação ao Imposto de Renda; 106% em relação ao IPTU; 188%, em relação ao ITBI e 313%, em relação às taxas. Nota-se, claramente, que falta qualidade no gasto dos recursos públicos. Fica difícil entender por que a Saúde está sempre patinando. Gasta-se dinheiro com o que não deveria gastar e deixa de comprar equipamentos e pagar salários aos profissionais da saúde, criando todo o caos na Saúde Pública que a gente conhece.

Da receita total da Prefeitura, 55% provém de transferências constitucionais ou voluntárias e 25,3% provém de receita tributária própria – ISS, IPTU, IR, ITBI, IPVA, ITR. Em 2008, cada habitante de Volta Redonda contribuiu para o fisco municipal, em média, com 480 reais, o que representou, no período, um aumento de 106% e recebeu, de volta, como investimento, em obras e serviços, 272 reais, o que significa o retorno de apenas 57%. O Governo Municipal, em 2008, gastou 80% da sua receita, que foi a 7ª maior do Estado, com o custeio da máquina. Coube a cada habitante da cidade contribuir, indiretamente, com R$ 1.562,64, para o financiamento de uma estrutura ineficiente, pesada e cara. Por isso é que o Governo não teve recursos para investimento. Não sabe gastar, não quer sabe e tem raiva de quem sabe.

Cada habitante da cidade contribuiu, em média, com 210 reais para o IPTU e com 172,59 reais para o ISS. É pouco para quem ganha bem, mas é muito para quem ganha pouco. E a preocupação do Governo é garantir sempre o desconto de 25% para quem paga o IPTU em cota única, beneficiando os grandes proprietários de imóveis na cidade. Quem tem apenas um imóvel, ganha pouco e não tem condições de pagar o IPTU em cota única, não tem nenhum desconto e se atrasar, ainda tem que pagar multa para o Governo. O Governo não está preocupado com a justiça tributária. Governa para poucos. Todas estas informações podem ser lidas no site do TCE – Perfil dos Municípios – além de outras também muito importantes. Este é o perfil do Governo Municipal de Volta Redonda.
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25/09/2010

DE OLHO EM 2012

Clique na imagem e veja as fotos do Encontro
por Assessoria de Comunicação

Encontro promovido pelo IPHS trata das eleições

Membros do PHS estiveram reunidos, em Volta Redonda, nesta sexta-feira, 24 de setembro

Nesta sexta-feira membros Partido Humanista Social - PHS realizaram no Salão Nobre da Câmara Municipal de Volta Redonda, localizada na Avenida Lucas Evangelista, bairro Aterrado, um encontro que teve como tema, entre outros assuntos, as eleições 2012.

O Encontro contou com a presença de representantes do IPHS - Instituto de Pesquisas Humanistas e Solidárias, ligado ao partido, com representantes do Diretório Regional, Diretório Nacional e também representantes de várias Executivas Municipais do Estado do Rio de Janeiro, dentre elas Comissão Executiva PHS em Volta Redonda. Durante o encontro iniciou-se a discussão das "Estratégias Eleitorais para 2012".

Segundo o coodenador político do Partido, em Volta Redonda, o advogado Sérgio Boechat, "estas reuniões estão acontecendo a cada 15 dias, desde o dia 6 de agosto, em Petrópolis e estão sendo muito importantes para o fortalecimento do PHS".

09/09/2010

A MARCA DO NETO!

Brazão Oficial do Município de Volta Redonda
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por Sérgio Boechat
Coordenador Político do PHS - Volta Redonda

Em 02 de maio de 1957, a Câmara Municipal de Volta Redonda aprovou a Lei nº 141 que criou o Brasão do Município. O autor do Brasão, Dr. Guilherme de Almeida, era uma das maiores autoridades no campo da heráldica e era Membro Efetivo do Colégio de Armas e Consulta Heráldica do Rio de Janeiro – Cadeira 29. Ele fez também o Brasão da Cidade de São Paulo e da Cidade de Petrópolis.

Segundo a Lei aprovada, todos os documentos da Prefeitura e da Câmara Municipal, assim como os imóveis, levariam as Armas do Município, em lugar de destaque. Se isto chegou a acontecer, hoje não acontece mais, porque o Prefeito Neto criou um logotipo para marcar a passagem dele pela Prefeitura Municipal e que não tem nada a ver com o Brasão do Município. Marca tudo a “ferro quente”, inclusive os móveis da Prefeitura e as calçadas da cidade.

Será que esta marca foi aprovada pela Câmara Municipal para substituir o Brasão? Será que a Lei acima referida foi revogada pelo Poder Legislativo? Já sabemos que isto pouco importa ao Prefeito, com o seu personalismo, seu autoritarismo e o seu narcisismo! O que interessa é o que ele acha e o que ele quer. Quer que as próximas gerações saibam que passou pela Prefeitura um político que deixou as suas impressões digitais em todas as calçadas do Município e que ninguém poderá apagá-las.

O Prefeito deve ter lido muito gibi na infância e adolescência e se empolgou com os super heróis, achando que ele é também um super herói. E nada melhor nesse caso do que deixar também a sua marca, como fez o “zorro”. É a “marca” do Neto. Só que um Governo deve se preocupar em deixar a marca da legalidade, a marca da transparência, a marca da moralidade, a marca da competência, a marca da modernidade, a marca da impessoalidade e a marca da eficiência e não uma marca estética qualquer.

Além da marca estética que o Neto vai deixar, o famoso logotipo, ele vai deixar outras marcas que deveriam preocupar a qualquer governante que quer fazer história em sua cidade. Quais seriam estas marcas? 1. Ele se preocupa muito mais com as coisas do que com as pessoas; 2. Valoriza muito mais as pessoas pela lealdade e subserviência do que pela competência e pela seriedade; 3. Não sabe conviver com a pluralidade de ideias; 4. Governa sem qualquer tipo de planejamento; 5. Sempre foi adepto do nepotismo; 6. Não gosta de ser avaliado, criticado ou controlado pela população, pela Câmara Municipal ou pelos meios de comunicação; 7. É extremamente autoritário e centralizador; 8. Tem total menosprezo pela Lei e não está preparado para viver em um estado de direito; 9. Não prioriza o social, preferindo investir nas atividades meio; 10. Não tem nenhum respeito pelo funcionalismo público municipal. São marcas que ninguém deve se orgulhar delas!

A Administração Pública Municipal em Volta Redonda já teve marcas bem melhores: Uma Educação de excelente nível; os melhores salários do Estado e um dos melhores do Brasil; projetos excelentemente elaborados pelos Quadros Técnicos do IPPU; políticas públicas para a redução da exclusão social; cursos técnicos de excelente qualidade nas oficinas da FEVRE; um sistema de saúde que funcionava bem; um FAPS que tinha uma das melhores redes de atendimento para os servidores públicos municipais e seus dependentes, mas tudo isso acabou e só restou a “marca” do Prefeito nas calçadas, na entrada do Município e na mesa central do Gabinete do Prefeito.

O Município de Volta Redonda era respeitado. A Administração Pública Municipal era elogiada. A Estrutura Administrativa era considerada como uma das mais modernas do Brasil. E tudo virou pó! Hoje Volta Redonda não é exemplo de nada para nenhum outro município. E ninguém consegue entender como o grupo que controla politicamente a cidade conseguiu acabar com tudo em apenas 14 anos. O que foi construído em 42 anos, eles precisaram de apenas um terço – 14 anos – para conseguir colocar tudo no chão. E ninguém pode sequer imaginar como vão entregar o Município ao sucessor!

A cidade está vivendo o seu “tsunami” e a partir de janeiro de 2013 vai começar a fase de reconstrução do município, em todos os aspectos: social, político, econômico e moral. Será como a reedificação de Jerusalém, narrada no livro de Esdras, no Velho Testamento: “Restaurar os muros e reparar os seus fundamentos”, além de apagar as marcas da incompetência. É o grande desafio a ser enfrentado por quem subir a rampa do Palácio 17 de Julho, em 1º de janeiro de 2013!
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