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30/11/2011

Boechat recebe apoio de fundador do PHS

Phellipe Guédon: "Nunca xinguemos a triste
realidade, pois para mudá-la, basta saber,
querer e fazer..."
  

Phellipe Guédon, 80 anos, um dos fundadores e filiado nº 1 do PHS, recebe notícia de candidatura e manda imediatamente carta de apoio ao pré candidato a Prefeito de Volta Redonda, pelo PHS, Sérgio Boechat. Na carta, Guédon pede pela juventude. “Temos que devolver aos jovens o arrebatamento, a primazia do bem comum, o respeito pelo coletivo, a consciência de que a felicidade de um é impossível sem a felicidade dos demais, aconselha. Guédon acredita que "um Partido, cujo maior capital são as pessoas, torna-se útil a partir do momento em que é capaz de estimular esta reflexão com a PARTICIPAÇÃO de um máximo de cidadãos e cidadãs."

Para Boechat, o apoio de Phelipe Guédon é importantíssimo pelo que ele representa para o Partido, pela sua história de vida, sempre comprometida com o solidarismo e com o humanismo e porque ele é uma reserva moral deste país, servindo de inspiração para todos que têm contato com ele!


A CARTA NA ÍNTEGRA


Petrópolis, 30 de novembro de 2.011

Meu caríssimo Companheiro Sergio Boechat,

Vivendo o meu octogésimo ano, eu continuo acreditando em sonhos sonhados juntos. Não vejo sonho como utopia desligada da realidade, mas como horizonte histórico; Cristóvão Colombo sonhou em encontrar terra do outro lar do “mar de longo”, e por esse sonho arriscou vidas e bens. E descobriu as Américas. Uma comunidade, quer a sua de Volta Redonda, quer a minha de Petrópolis, precisa sonhar juntas para onde quer rumar antes de começar a caminhar.

Um Partido, cujo maior capital são as pessoas, torna-se útil a partir do momento em que é capaz de estimular essa reflexão com a PARTICIPAÇÃO de um máximo de cidadãos e cidadãs. Como imaginamos deveria ser nossa cidade, o nosso município, dentro de vinte ou trinta anos? Quais as vocações deste recanto em que vivemos? Como asseguraremos oportunidades de trabalho e renda à nossa população ativa? Como equilibraremos nosso desenvolvimento com o nosso meio ambiente? Quais os obstáculos que podem nos impedir de sermos felizes enquanto coletividade e enquanto pessoas? Quais os valores que desejamos passar a nossos filhos e netos e pelos quais valerá a pena doar as nossas vidas, se preciso for? Será que a ética passou de moda, a vermos tantos malfeitos impunes à nossa volta? Ao final de nossa viagem de duas ou três décadas, em verdade uma simples etapa de uma viagem sem fim, desejaremos ter construído uma sociedade balizada por quais parâmetros?

Sabe, Sérgio, o que mais me entristece é ver crescer a indiferença da juventude pela política, incentivada a reação por aqueles que dispensam competição. Nós temos que devolver aos jovens o arrebatamento, a primazia do bem-comum, o respeito pelo coletivo, a consciência que a felicidade de um é impossível sem a felicidade dos demais. A política precisa ser a arte do bem-comum, não “isso aí”.

Você dedica a sua vida à uma antevisão da Sociedade possível. Pois você sabe que não somos os felizes herdeiros de um patrimônio construído para nosso deleite, mas os fiéis depositários do patrimônio de nossos descendentes...  E a sua campanha, a marcha para o horizonte histórico de contornos bem precisos, tem por doce escopo a SOLIDARIEDADE.

Fique com Deus, Sérgio, fiquem com Deus, vocês que caminham juntos, e levem a Boa Nova que existe Política generosa e elevada, SIM. Nunca xinguemos a triste realidade, pois para mudá-la, basta saber, querer e fazer...

Fraternalmente,

Philippe Guédon